Bueno, faz um tempo que postei da última vez, não? Pra variar hahaha. Mas é que ando ocupado ultimamente… depois explico melhor. Pela ordem dos fatos, primeiro tenho que falar sobre uma festa de reencontro de ex-estudantes da minha escola que ocorreu há mais ou menos um mês atrás.
O que teria de mais num evento desses que mais parece ter saído de algum filme americano qualquer? Pois bem, eu também não fui pra lá com a maior felicidade do mundo, mas acabou que, inevitavelmente, joguei conversa fora o resto da noite com duas grandes mestras (é mestras? Fica estranho o.o) que tive. Minhas professoras de Sociologia e Filosofia/História foram as primeiras que não riram na minha cara quando eu disse que, depois que terminar a faculdade de Jornalismo, queria fazer História e Filosofia
auhahuauh Bom, é claro que elas não ririam. Tanto que essa de História e Filo também tentou Jornalismo antes. Ou seja, eu tô praticamente revivendo a vida dela hahaha. E a de Sociologia me confessou que quer fazer Direito… e que anda muito interessada também por Filosofia, mas com algumas ressalvas. E essas ressalvas que ela têm são justamente as que eu tenho.
Explico: quando contei para elas que queria fazer História, tudo bem. Confesso que o meu maior interesse antes era apenas a parte mais atual – no Brasil, a partir da Ditadura, no mundo, a partir da Revolução Francesa. Mas agora eu já começo a entender que estudar as civilizações antigas também vale a pena. Já quanto à Filosofia, eu disse para elas e fui muito bem apoiado pela prof. de Sociologia que: sim, eu sei que é importante estudar as teorias dos caras e tudo mais, sei que a parte teórica se faz necessária, de alguma forma, para o aprimoramento do pensamento, mas… o que eu MENOS quero encontrar na faculdade – e isso eu disse já sabendo que a resposta seria negativa, infelizmente – são professores que apenas citam autores e frases de efeito. Eu acho a Filosofia incrível – mas eu tô CAGANDO pras frases aleatórias que fulano e siclano citaram. Eu tô CAGANDO pro conhecimento apenas teórico e que, na prática, não serve pra nada. Enfim, pra minha felicidade, a professora de Sociologia pensava parecido e me apoiou. Às vezes eu até penso que se desejo tanto algo prático, deveria é fazer Sociologia mesmo. Mas não sei, tem algo relacionado na Filo que me atrai mais. Ah, enfim, eu tenho tempo pra fazer uma faculdade a mais nessa vida hahahaha.
A nossa conversa foi muito boa, no geral. Aquelas duas foram minha grande inspiração nesse último ano que passou… Relembrei das minhas provas e das respostas que eu colocava em perguntas sobre prisão perpétua, aborto, esquerda-direita, enfim… Aquelas coisas da tão chamada “formação de opinião própria” hahaha. Falei que, desde aquele ano pra cá, as minhas opiniões mudaram MUITO, muito mesmo. Eu tava revendo minhas provas dia desses e dava vergonha do que eu tinha escrito hahaha. Enfim, queria ter mais tempo com elas. Queria ter me interessado por esses assuntos mais cedo e ter discutido sobre… Mas ainda nos reencontraremos. Sinto falta de não ter ninguém pra conversar sobre essas coisas, mas tudo bem. Hoje, por exemplo, na aula (sim, eu tive aula domingo de manhã, segunda vez nas últimas três semanas ¬¬), o professor de Geografia meteu pau, mesmo que sutilmente, na Globo. Os professores do cursinho são bem inteligentes e tal, pelo menos os dessa área mais de Humanas. Tudo bem que os de História seguem o clichê de nós-amamos-o-Che-Guevara (e eu tô LOUCO pra que chegue esse conteúdo nas aulas, porque, afinal, ele foi um ditador ou não? Por que tanta gente paga pau pra ele se ele matou várias pessoas? Não sou contra nem a favor, só não entendo por que tanta adoração). Tudo bem que o professor de Filosofia, infelizmente, está restrito a dar seu conteúdo sobre o vestibular e não podemos começar a viajar nas divagações e tudo mais. Se bem que, ah, estou sendo contraditório, mas enfim. Ia falar que cursinho é isso mesmo – conteúdo e pronto. Mas não posso esquecer do professor de História do Brasil que geralmente também solta o verbo nas aulas. E do próprio de Geografia, que eu falei antes. Entretanto, não estou mais em uma escola e não tenho mais tempo pra trocar uma ideia mais demorada com eles sobre esses assuntos, infelizmente.
Frustrações à parte, minha vida de estudante de cursinho anda. Recentemente, tive boas surpresas que me deram gás novo para a metade do ano que estamos (sem querer ser clichê, mas… dá pra acreditar? Como o tempo passa rápido [/velho]). Ocorreu um simuladão de 50 questões lá no Totem e eu fiquei em 9° lugar na minha sala =)) Sala de 100 alunos aproximadamente ok ahaha. Isso que eu achei que fui mal na prova, mas tudo bem. E semana passada, qual foi o grande acontecimento? Vestibular extraordinário da UFSM pros cursos novos.
Ano passado foi anunciado que a UFSM colocaria novos cursos na sua grade. Tecnologia de Alimentos, Engenharia Sanitária, Acústica, Relações Internacionais… enfim. Mas acabou que eles não foram aprovados para o de verão desse ano. Então, criou-se um vestibular extraordinário (só vai ocorrer esse ano mesmo) para apenas estes cursos. Eu me inscrevi em RI, o que causou comoção geral aqui em casa hahaha. Do tipo: ah, faz Relações e esquece o Jornalismo! Eu já esperava por isso.
Mas enfim, sexta-feira o cursinho fez um pré-prova em um auditório de um hotel famosão lá de Santa Maria. Tavam lá quase todos os professores (é, o Mestre não tava). Cara, foi foda. Eu não tinha ideia de como o povo ama e idolatra o Deivis. Aliás, a entrada dele foi a melhor: ao som de (I Can’t Get No) Satisfaction, dos Rolling Stones! Pra quem não sabe, ele é realmente parecido com o Mick Jagger. É uma mistura de Mick com Silvio Santos, na verdade hahaha. Tava ótimo. O Deivis improvisando, porque os slides dele foram os únicos que não funcionaram, cantando feito doido lá, a Andreza e as músicas que todo povo do Anual Elite somos-melhores-pagamos-o-dobro-e-merecemos-mais sabia, o Cadu e sua primeira aula que passou rápido, a Vivi gostosCAHAM, simpaticíssima, o selinho que ela deu no Terra (agora eu entendi o porquê daquele tema de redação: “o amor supera diferenças?”), o Andrei batendo cabelo, pra variar, e adaptando o famoso “vai cavalo” pra “vai Eliandro” (ou algo assim), o Dalton e sua imagem no final de um bêbado deitado e podre, o que foi bem inesperado, visto que eu sempre considerei ele o professor mais certinho de todos… ENFIM. Mas o melhor, sem dúvida, foi o Deivis e sua apresentação épica, mandando a gente fazer barulho pras “imundiça” do Itaimbé nos ouvirem haha.
Falei de tudo, menos do vestibular em si. Pra começar, tu pode baixar a prova. Sim, a UFSM resolveu parar de ser retrógada e disponibilizou pra download no site. Tu confere ela aqui. Bem, sendo que ele teve pouco tempo pra ser feito, dá pra dar um desconto para algumas questões da prova. Matemática tava facílima e muito simples também. Até fórmula deram e isso não é muito do costume da universidade. Em Física, caíram 3 questões de Ondas, o que é um absurdo. Nesse extraordinário são 10 por disciplina, contra 15 do vestibular de verão. Os mapas de Geografia tavam um terror, pra mim, ao menos haha. Mas o resto tava tranquilíssimo de fazer. História também teve questões boas de resolver, INCLUINDO a última que criticou sutilmente a mídia e o governo do Obama. Os professores devem ter chegado às lágrimas com essa e com uma outra que falava mal do cinema americano que sempre glorifica os EUA nas guerras que eles perderam haha. Filosofia também tava muito gostoso de fazer, tirando uma questão sobre metáfora, que ficou tosquíssima. Mas enfim, não vou falar sobre todas as matérias aqui. E antes que eu esqueça, como vocês podem ver, os temas da prova foram Comunicação, e Cultura/Crenças. Pra quem não sabe, as provas da UFSM são temáticas desde um certo ano (acho que 2004), visando unificar mais as matérias. Em suma, um tema que apenas nos facilita, visto que as questões podem ficar muito mais restritas à determinados conteúdos, por exemplo.
Falei, falei, mas nem disse se fui um fiasco na prova ou não. Pois bem, quando vi minha pontuação total, achei que tinha ido mal. Fiz 56 de 100. Meus amigos ligaram pra mim e eu fiquei sabendo que fui o melhor de todos entre eles. Depois, no cursinho, vi que a grande maioria não fez mais que 60 e que pouquíssimos tiraram de 70 pra cima. Na verdade, eu acabei indo realmente bem! hahaha Mas não é nada para se vangloriar no momento. Os pontos de corte saíram e ficaram baixíssimos. Alguns tão ridículos, beirando os 25/30 (meu, 100 questões e o ponto de corte é esse?). O de Relações Internacionais acabou dando 61. Foi o maior de todos. E é o único curso que eu não passaria. De resto, todos (acho que só tirando uma Engenharia lá) me dariam entrada na faculdade.
Ah sim, já ia esquecendo! Viram o tema da redação? “Dias melhores virão”. Sobre concordar ou não com a frase e tal. Tema MUITO amplo. Em suma, tu podia escrever sobre qualquer coisa. Peguei meu forte – educação – e falei bem, com algumas ressalvas. Aposto que a maioria pensou em escrever sobre a crise, no início hahaha.
Duas semanas atrás, aula no domingo… Semana passada, vestibular num frio desgraçado, com vento e chuva… Hoje, aula novamente. É, o cursinho anda matando, mas vale muito a pena. É aquele negócio que todo mundo fala: nele, há realmente prazer em assistir aula. Fiquei pensando sobre isso hoje. Por que não temos sede por aprender na escola? Porque o vestibular não bate na nossa cara? Porque não temos uma “obrigação” de passar? Mais uma daquelas paranóias sobre educação que me veio. Como divertir uma sala de aula e fazer com que seja prazeroso estar nela? Que Bacharelado em História e Filosofia que nada… Tô vendo que vou partir pra Licenciatura mesmo haha.
No começo do mês teve também a Feira do Livro em Santa Maria
Comprei vários, e agora que eu terminei Crime e Castigo, finalmente poderei começar a lê-los. Tô aqui com Cem Anos de Solidão, do García Márquez, Hollywood e Pulp, do tio Buk, As Uvas e o Vento, do Neruda (o único cara que me consegue fazer gostar de poesia) e On The Road, do Jack Kerouac. Bem, mesmo tendo tudo isso pra ler, eu não resisti e dia desses comprei um outro livro que relaciona Filosofia e Cinema. Creio ter sido um bom achado, vou ler ele paralelamente pra dar uma olhada nas indicações que deve ter nele.

Mas fiquei esse tempo todo lendo um livro incrível. Crime e Castigo – falarei sobre ele. Sabe o Dostoievski? Pois então. Todo o hype envolvendo esse livro tão mítico é realmente verdadeiro, pó confiá. Saca só o prefácio e depois comento.
Aqui vemos sonhos tirados de livros, aqui vemos um coração exasperado por teorias; aqui vemos a decisão de dar o primeiro passo, mas uma decisão de uma espécie particular – ele tomou a decisão, mas foi como se tivesse caído de uma montanha ou despencado de um campanário, e chegou ao crime como se não houvesse caminhado com as próprias pernas. Esqueceu-se de fechar a porta após entrar, e matou, matou duas pessoas, apoiado na teoria. Matou, mas não conseguiu se apoderar do dinheiro, e o que agarrou meteu debaixo de uma pedra. Achou pouca a aflição que suportou sentado atrás da porta enquanto tentavam arrebentá-la e puxavam o cordão da sineta -, não, depois foi ao apartamento, já vazio, meio delirando, relembrar aquela sineta, sentiu a necessidade de voltar a experimentar o frio na espinha… Bem, mas isso, suponhamos, aconteceu durante a doença, no entanto veja mais uma coisa: matou, mas se considera um homem honrado, despreza as pessoas, anda por aí como um anjo pálido.
A história do livro é a seguinte: Raskólnikov é um estudante que teve que trancar a faculdade por motivos de grana. Para arranjar dinheiro, ele penhora diversos objetos de família com a velha Aliena. Porém, Aliena arranca altos juros de seus compradores, afetando várias pessoas. Em nome de um “bem maior”, Raskólnikov a mata. E aí que gira a trama. Raskólnikov apóia seu crime na teoria dos seres ordinários e extraordinários. Basicamente, ordinários são os submissos, os que nasceram para apenas obedecer e não transcender o “limite”. Os extraordinários ousam, avançam, passam por cima e tem o direito de “violar” a lei – afinal, eles mesmos são a lei e fazem a lei. À eles, é permitido derramar sangue. Napoleão é a figura central para Raskólnikov quanto a isso.
Somos apresentados a uma São Petersburgo suja, repleta de bêbados, e de um inverno congelante. Rússia, vodka… você sabe. A linguagem do tio Dostô é simples – nada rebuscado, o que é um alívio. Ele concentra-se mais nos tormentos do personagem que, conforme vai avançando, chega a tal ponto que a confusão entre o real e o absurdo torna-se natural. O psicológico de Raskólnikov após o crime é afetado de tal forma que ele se isola de todos, passa a ter alucinações e vê seu crime reproduzido em todas as pessoas – o personagem realmente chega no abismo mais fundo possível e discute-se aqui a moralidade de seu ato. Afinal, ele irá se arrepender ou continuará com a ideia de fez até um favor à sociedade por ter eliminado um piolho? O final é surpreendente, com um desfecho incrível.
Mas não só de Raskólnikov que vive o livro, muito embora ele seja a alma do mesmo. Há muitos personagens na trama, desde os co-protagonistas até os simples bêbados que soltam uma frase e outra e logo depois são esquecidos. Temos Alieksandra, a mãe do protagonista. Dúnia, a irmã dele, e que logo no começo da história revela que arranjou um marido: Lújin. Neste personagem estará concentrado uma grande crítica de Dostoiévski ao capitalismo – aos comerciantes, aos burgueses que vêem a vida como um grande negócio e não amam qualquer outra pessoa senão a si próprios. Há também o excêntrico Svidrigáilov, um dos personagens mais intrigantes de toda a história. Suas intenções não são exatamente reveladas e ele tem um ar um tanto quanto contraditório. É um personagem tão bem construído que facilmente cativa o leitor – e, pra quem já leu o livro, sabe como isso é perigoso. Temos também a família do bêbado Marmieládov, que Raskólnikov encontra no início da história também. Ele, sua esposa, a adoecida Catierina – e aqui já uma personagem muito interessante, que ora sofre por ser pobre, ora se vangloria por ter vindo de uma família nobre e ora passa por cima de seus iguais, tão ou mais miseráveis que ela -, sua filha, Sônia, que teve que se prostituir para sustentar a família. Além dela, há outras três crianças. Por fim, Razumíkhin, o fiel escudeiro de Raskólnikov, e Porfiri, um cara mala, mas que protagoniza uma das melhores cenas e falas da trama.
Aliás, o livro possui muitas cenas memoráveis, mas para quem não leu, eu não quero as contar diretamente. Há uma, por exemplo, que não estragará a surpresa de ninguém para quem não a leu. Inclusive, meu professor de Filosofia citou ela no cursinho quando eu falava com ele sobre Crime e Castigo (sim, ele leu \o/ sim, eu tive alguém pra conversar sobre \o/ aleluia). É a cena do cavalo. Sério, uma das coisas mais angustiantes que eu já li na minha vida. Trata-se basicamente de um sonho de Ródia (o primeiro nome de Raskólnikov) em que ele vê um monte de bêbados açoitando uma égua. Chicoteiam-na por toda a parte, nos olhos, enfim, acabam matando-a. Na verdade, foi baseado em lembranças do próprio Dostoiévski, que vivenciou algo semelhante na infância. E, adivinhem? Nietzche, nos seus últimos anos de loucura e isolamento, quando viu um cavalo sendo espancado por seu dono, correu e o abraçou. Homenagem ao livro?
Enfim, esse livro vale MUITO a pena ser lido. Li em alguns lugares que ele tem várias traduções porcas e a única que presta mesmo é a da Editora 34 – porém, essa versão custa entre 40 e 50 pila. Mas sim, vale a pena desembolsar a grana. Acontece que as outras traduções são traduções do francês, e não diretamente do russo – aí, algumas modificações ocorrem no enredo. E no fim das contas, o livro trata sobre a consciência – talvez a grande inimiga de Raskólnikov e a culpada por seu fracasso. Dostoiévski não teve medo de retratar o ser humano como o via: uma sucessão de podres que não poderiam culminar em outra coisa, senão tragédias. E o final? O final eu não digo, mas pode até decepcionar alguns. No meu caso, só me fez gostar mais ainda da obra
Talvez eu tivesse mais coisas pra postar, mas vou deixar o meu trecho preferido do livro aqui. Espero voltar em breve.
- E como vai se lixar? Perdeu a confiança e pensa que eu o lisonjeio grosseiramente; por acaso o senhor já viveu muito? Por acaso compreende muita coisa? Inventou uma teoria e ficou envergonhado porque ela fracassou, porque o resultado não foi nada original! Redundou numa coisa torpe, é verdade, mas ainda assim o senhor não é um patife incurável! Não é absolutamente esse patife! Ao menos não ficou muito tempo se engambelando, uma vez que chegou aos últimos limites. Por quem eu o tomo? Eu o tomo por uma daquelas pessoas a quem podem arrancar os intestinos que ela vai se manter firme e olhar rindo para os torturadores – desde que encontre a fé ou Deus. Então, encontre e irá viver. O senhor, em primeiro lugar, está precisando mudar de ares há muito tempo. Bem, o sofrimento também é uma coisa boa. Assuma o sofrimento. Mikolkha talvez esteja certo ao desejar sofrer. Sei que não acredita – mas o senhor pare com esse jeito finório de filosofar; entregue-se à vida de forma direta, sem discutir, sem se inquietar – será levado para a margem, e colocado de pé. Para que margem? Como é que eu vou saber? Eu apenas acredito que o senhor ainda tem muita vida pela frente. Sei que neste momento, o senhor está interpretando minhas palavras como uma receita decorada; sim, é possível, mas depois vai se lembrar, alguma dia haverão de servir; é com esse fim que estou falando. Ainda bem que matou só a velhota. Inventasse outra teoria e vai ver que teria feito uma coisa cem milhões de vezes mais vil ainda! Talvez ainda precise agradecer a Deus; lá sabe o senhor: pode ser que Deus o esteja conservando justamente para isso. O senhor tem um grande coração: tenha menos medo. Está com medo da grande realização que tem pela frente? Não, aqui é vergonhoso temer. Já que deu semelhante passo, então mantenha firmeza! Aqui se trata de justiça. Então faça o que a justiça exige. Sei que não acredita, mas juro que vai aguentar a vida. O senhor mesmo vai amá-la depois. Agora o senhor precisa apenas de ar, de ar!
Listening: Black Sabbath – Wheels of Confusion/The Straightener